Maio Amarelo e Detran/SC chamam a atenção para Acidentes no Trânsito

Logo_maio_amareloMovimento Maio Amarelo nasce com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

Confira os vídeos institucionais no YouTube:
Vídeo Institucional MAIO – https://www.youtube.com/watch?v=krAtm2NKYUA
“Celular e direção. Isso não vai dar certo!” – https://www.youtube.com/watch?v=QTToWw5TpPU
“Maquiagem e direção. Isso não vai dar certo!” – https://www.youtube.com/watch?v=jrVe6w6LfPE

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

5 mitos e verdades sobre os radares

montagem_radaresEspecialista da Perkons esclarece principais dúvidas envolvendo os equipamentos

 

Assessoria de Imprensa Perkons

Mariana Simino

 

Os equipamentos de fiscalização de velocidade, conhecidos comumente como radares, são utilizados nas ruas e rodovias. Eles têm como objetivo garantir o tráfego dentro da velocidade estabelecida nos pontos onde há maior risco de acidentes. Podem ser fixos (como as lombadas eletrônicas e pardais), ou estáticos (como os radares doppler ou laser).

 

Apesar de já serem conhecidos pelos condutores, muitos motoristas têm dúvidas sobre a sua operação. O gerente de Desenvolvimento da Perkons, empresa especializada em gestão de trânsito, Adriel Bilharva da Silva, esclarece os principais mitos e verdades sobre os radares.

 

1. Os equipamentos captam infrações de velocidade cometidas por motociclistas?

 

De acordo com o gerente, entre as perguntas mais comuns é se as infrações cometidas por condutores de motocicletas são captadas pelo equipamento. “Atualmente todos os equipamentos da Perkons detectam motocicletas, inclusive com o uso de sensores não intrusivos elas podem ser detectadas mesmo quanto trafegam na entre faixas ou popular corredor”, esclarece.

 

2. Passei pelo equipamento e meu carro indicou uma velocidade diferente da do display, isso está correto?

 

Para quem se pergunta por que há diferença entre a velocidade do display e o marcador do carro, Adriel explica que issoacontece porque a tecnologia do velocímetro é mecânica e a do equipamento é eletrônica, portanto, mais precisa. No caso do velocímetro digital, somente a parte informativa é digital, mas a leitura da velocidade é baseada em sistema mecânico, por isso sua precisão também depende de calibração adequada.

 

3. Noto que, na maioria das vezes, o trecho onde há a lombada eletrônica tem uma velocidade menor do que a da via, qual o motivo?

 

“O equipamento tem sido muito usado em áreas de grande circulação de pedestres. Portanto, a baixa velocidade se faz necessária, pois quanto maior a velocidade do veículo maior a chance de acontecer e a gravidade do acidente”, afirma.

 

4. Os equipamentos captam todo tipo de infrações

 

Alguns questionam se os radares flagram infrações como: não usar cinto de segurança, dirigir ao celular, transportar criança sem cadeirinha. “Essas infrações podem ser detectadas através das câmeras de monitoramento instaladas em rodovias. Um agente da autoridade de trânsito poderá registrar as infrações que verificar na tela”, explica o gerente.

 

5. Todo equipamento faz leitura de placas?

 

É comum os motoristas perguntarem se todos os equipamentos instalados fazem a leitura de placa e checam, por exemplo, se os carros que passaram por ali são furtados ou se estão com alguma dependência de documentação. “Cada vez mais, os equipamentos utilizam o recurso de leitura de placas, mas ainda não são todos os equipamentos instalados, esta é uma funcionalidade que pode ser incluída de acordo com as necessidades de cada cliente”, responde.

 

O equipamento e a escolha do local

 

Os equipamentos da Perkons são aferidos regularmente pelo Inmetro. Além disso, pela Resolução 396 do Contran, há uma tolerância de até 7 km/h para velocidades menores que 100 km/h e varia para velocidades acima de 100km/h, conforme tabela do Anexo II. Sendo assim, se eu estiver trafegando em uma via cuja velocidade é de 40km/h, e eu passar a 47km/h, não serei multado, pois estou dentro do limite de tolerância (47-7= 40km/h). Assim, atendendo à regulamentação, as imagens dos veículos somente são capturadas quando os mesmos trafegam acima do limite de tolerância da velocidade regulamentada.

 

Um estudo técnico é realizado para que um novo radar seja implantado. O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo conta que diversos pontos são considerados durante a elaboração do estudo, como as ocorrências de acidentes no local, as características geométricas, se o trecho é urbanizado, se há travessia de pedestres entre outros. O limite de velocidade é estabelecido levando em consideração a velocidade de projeto da rodovia, as velocidades já praticadas nela e suas particularidades e índices de acidentes.

Engenharia de baixo custo reduz o número de acidentes

300x215xrotatoria-300x215.jpg.pagespeed.ic.xDC-kJlYXeOs números dos acidentes de trânsito são tão alarmantes que até na Assembléia Geral da ONU em 02 de março de 2010, o tema foi motivo de discussões a respeito das possíveis soluções para diminuir os índices de vítimas. Como resultado, foi proclamada a Década Mundial de Ações de Segurança no Trânsito que pretende, de 2011 a 2020, envolver toda a sociedade na busca de um trânsito menos violento.

 

No Brasil, um dos 10 países com maiores índices de violência no trânsito, foram indenizados 763.400 vítimas, somente em 2014, segundo dados do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), sendo 52.200 por morte, 595.700 por invalidez e 115.400 por despesas com assistência médica. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS), que coordena e instrumentaliza a Década de Ações, considera ser essencial o envolvimento das pessoas, explica o especialista de trânsito e diretor da Tecnodata Educacional, Celso Alves Mariano. “Sem a mudança de comportamento de todos os usuários do trânsito, será um milagre diminuirmos pela metade as mortes de trânsito, como pretende a meta da OMS até 2020. Não há lei ou fiscalização que dê conta de cidadãos que não percebem riscos, não se submetem às regras ou não se dispõem a agir com responsabilidade”, analisa Mariano.

 

Uma possível solução para diminuir os problemas de trânsito está na aplicação de medidas de engenharia de baixo custo, o que não significa que os acidentes serão necessariamente evitados, no entanto, os riscos podem ser sensivelmente reduzidos e isso aumenta muito a segurança. Projetos simples podem ser implantados em locais onde se observa maior concentração de acidentes, podendo incluir medidas como: melhora na sinalização vertical e horizontal, adoção de sonorizadores associados à sinalização de advertência, criação de áreas nos acostamentos para conversões em interseções, separação física de pedestres e veículos em áreas de travessias urbanas, criação de ciclovias ou ciclofaixas, uso de tachões refletivos para delineação das curvas mais acentuadas, entre outros.

 

Na cidade de Curitiba/PR, uma rotatória completou aniversário de quatro anos com muitos motivos para comemoração. Isso porque os moradores do bairro Hugo Langue, no cruzamento da Rua Fernandes de Barros com a rua Jaime Balão, preocupados com as frequentes colisões no local, tomaram uma atitude cidadã que resultou na queda efetiva dos índices de acidentes. Tudo iniciou com a mobilização popular, pesquisas, debates e a busca pela solução. A instalação de uma minirrotatória no cruzamento, que obriga os motoristas a reduzirem a velocidade, é que proporcionou uma impressionante melhora da segurança no local. A ideia funcionou tão bem que, desde então, nenhum acidente foi registrado, o que leva os moradores a afirmarem que 208 acidentes foram evitados, considerando que acontecia uma média de uma colisão por semana.

 

De acordo com Stephan Knecht, vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) e morador do bairro, entre os principais argumentos enviados a prefeitura a favor da implementação da rotatória foram a alta eficiência deste recurso para diminuir a velocidade média no cruzamento, o baixo custo de implementação e manutenção, menos estresse para os motoristas, mais segurança para os pedestres e ainda, menos poluição ambiental e sonora. Tudo em comparação com a tradicional, cara, e não desejada pelos moradores, implementação de semáforo.

 

Knecht é suíço e trouxe de seu país algumas experiências marcantes de cidadania. Ele revela que nos anos 1980 e 1990, milhões de semáforos foram substituídos por rotatórias em seu país, e que essa mudança levou os municípios e os estados a diminuírem muito os gastos públicos e, ainda, a melhorarem o visual e o bem estar das cidades que ganharam rotatórias embelezadas com arte ou jardinagem. Knecht defende que qualquer medida que faça o usuário do trânsito aceitar regras democráticas como naturalmente impõem as rotatórias, cruzamentos ou bifurcações, resultam em mais responsabilidade para esse motorista.

 

No entanto, não são apenas medidas como esta que contribuem para a redução das fatalidades no trânsito. A combinação da educação para o trânsito com a mobilização cidadã, tem apresentado resultados muito positivos. Trabalhando há 18 anos em uma empresa de transporte coletivo e, de tanto testemunhar acidentes de trabalho e conviver com a realidade das vias públicas, Luiz Carlos André, fundou e é o atual presidente da ONG Educar para o Trânsito Educar para a Vida (ETEV), uma organização que realiza várias ações voltadas à educação na Paraíba. Entre elas está o projeto ‘zona escolar modelo no trânsito’, que tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana e por consequência a qualidade de vida da comunidade e dos alunos ao realizar diferentes intervenções ao redor das escolas com foco em melhorias permanentes no ambiente e na infraestrutura da segurança viária.

 

Nesse projeto foram construídos 333 metros de calçadas; 3 faixas de pedestres; 5 rampas para cadeirante; 18 placas de sinalização; e a pintura do muro de uma escola com placas ilustrativas de trânsito. Os resultados apontaram que a cada 100 crianças, 68  passaram a andar sobre a calçada e de cada 100 pessoas, entre crianças e adultos, 71 passaram a atravessar a rua na faixa de travessia a eles destinada.

 

Nesse sentido, o especialista de trânsito Celso Alves Mariano considera que é necessário a população assumir sua responsabilidade de cidadãos, “seja botando a mão na massa, quando possível, seja criticando e exigindo, mas de forma minimamente inteligente, consistente e organizada, pois não há administração fraca que sobreviva à maturidade cidadã”. O especialista alerta que “entretanto, não se pode, simplesmente, pôr ou tirar uma placa, um semáforo ou promover uma alteração na engenharia da pista, pois isso é atribuição do órgão de trânsito. Mas se pode anunciar o fato, denunciar a situação e exigir que seja feito”, ressalta.

 

Uma pesquisa realizada pelo site Portal do Trânsito em maio de 2015, revela que 95,83% dos entrevistados acreditam que pequenas ações de educação e engenharia de trânsito são capazes de diminuir acidentes de trânsito em uma comunidade, contra 4,16% que não consideram que isso possa fazer diferença.

 

Os órgãos de trânsito consideram as intervenções de baixo custo, como as rotatórias, apenas como medidas paliativas, conforme se pode ler no Guia de Redução de Acidentes com Base em Medidas de Engenharia de Baixo Custo, publicado pelo extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), uma das únicas referências oficiais ao tema. Porém a experiência mundial mostra que tais ações podem apresentar resultados positivos no que diz respeito à segurança no trânsito, gerando redução de acidentes com um ótimo custo-benefício. “Ações simples e com a participação direta do cidadão, conscientização e mobilização social, promovem a tão desejada aproximação da administração pública e da população, o que é saudável e produtiva sob todos os aspectos”, complementa Mariano.

 

Fontes: Portal do Trânsito